terça-feira, 6 de julho de 2010

O imprevisível no previsto

Neste momento devia estar a chorar, a espernear e a arremessar objectos importantes para mim. Não faço nada disso. Limito-me a estar deitada na cama, a pensar que não tenho muita sorte ao amor e a resignar-me por tudo o que tem acontecido. Sei que não gostas de mim, mas não consegui derramar uma lágrima nem soltei um suspiro mais profundo. Acho que contava com este desfecho desde o início, ou simplesmente esgotei, nos últimos dois anos, todas as lágrimas que me foram concedidas. Sei que ignorar um problema não o resolve, mas eu também só o quero esquecer. Há coisas que não têm solução.


1 comentários:

Joana disse...

Acho que nunca tinha visto um texto teu tão profundo e fantástico, apesar de todos eles serem fabulosos, como os "Mouros" :p

Sempre melancólica menina! Ergue a cabeça! :) Estamos aqui para ti! ;)

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